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Terminal Açucareiro Copersucar no porto de Santos completa 25 anos com importantes avanços




Neste mês de junho, o TAC, Terminal Açucareiro Copersucar localizado no Porto de Santos, completa 25 anos, com muitas histórias, transformações e conquistas. Inaugurado em 1998, foi concebido como um ponto estratégico para as atividades de exportação da companhia, que é líder mundial em comercialização de açúcar e etanol.

Naquele ano, o açúcar era acondicionado em sacas, o que fazia com que o carregamento de um navio de aproximadamente 14 mil toneladas exigisse 280 mil sacas e seis dias de trabalho em média. Após a estruturação do terminal para operar com açúcar a granel e a automatização do processo, a mesma quantidade passou a ser embarcada em apenas 5 horas aproximadamente, velocidade 28 vezes maior.

Para que o terminal da Copersucar conseguisse atender este volume, 24 horas por dia, sete dias por semana, muitos recursos e inovações foram implantados ao longo destes 25 anos. Um dos destaques foi a criação do Sistema Integrado de Melhoria Contínua (SIM), um método que tem como base o treinamento de colaboradores e atividades práticas voltadas para a revisão e melhorias de processos, alinhando-os à metodologia Lean Manufacturing. Os projetos desenvolvidos pelos colaboradores buscam reduzir desperdícios e aumentar a eficiência, segurança e a produtividade. Em seis anos, foram implantadas quase 1.500 melhorias, sendo 855 no terminal de Santos. Juntas, elas totalizaram conquistas de produtividade, entre elas, a redução do tempo de tarefas em 6.242 horas, a diminuição de gastos anuais aproximados de R$ 1,5 milhão, a economia de mais 42 mil litros mensais no consumo de água e a subtração de 416 riscos de segurança.

A implantação do SIM e a padronização nos processos contribuíram para o aumento da produtividade e eficiência operacional. É o caso do tempo de recebimento e descarga do caminhão que diminuiu em quase quatro vezes nos últimos anos. O ciclo - que considera desde a saída do caminhão no Ecopátio em Cubatão, a chegada ao TAC e todo o processo de pesagem inicial, amostragem, descarga e pesagem final - passou de 16 horas em 2016 para uma média de 6,8 horas no último ano.

Rodrigo da Silva Lima, diretor de Logística e Operações da Copersucar, explica que a operação do terminal acontece suportada pelos pilares da segurança, sustentabilidade, inovação e melhoria contínua. “Foi a soma destes valores que permitiram que o terminal alcançasse a eficiência atual. E nos enche de orgulho saber que os colaboradores de cada setor contribuem diariamente para o aprimoramento destes índices”, completa.


Desenvolvimento da estrutura


Hoje, a capacidade de armazenagem estática do terminal alcança a marca de 300 mil toneladas de açúcar a granel, com potencial de atender embarcações de grande porte, acima de 100 mil toneladas, e de embarcar até 5,4 mil toneladas por hora. Esta estrutura permitiu que em 2021, a companhia alcançasse um recorde no País: o maior carregamento de açúcar a granel em um único navio, com mais de 108 mil toneladas do produto, volume suficiente para encher cerca de 2.870 caminhões.

Para chegar a este resultado foi necessário adotar equipamentos modernos e processos de gestão mais eficientes. Foi o caso da criação do Centro de Controle Operacional (CCO) em 2016, que funciona como o coração do terminal. Os profissionais que trabalham hoje no local - operadores, programadores e gestores - controlam de forma integrada todos os processos operacionais em tempo real, planejando e monitorando cada movimento pela mesa de operações e pelo painel eletrônico, desde o gerenciamento do número de vagões e caminhões previstos para chegar à descarga das moegas até a preparação das rotas das esteiras transportadoras no embarque do produto, obedecendo todos os padrões de segurança estabelecidos. “O CCO proporcionou ganho em velocidade na operação e agilidade para a tomada de decisões”, ressalta Lima.

Foram construídas também moegas rodoferroviárias com alta capacidade de escoamento que aumentaram a participação do transporte ferroviário. Elevadores e esteiras de alto desempenho foram outros equipamentos que deram eficiência ao processo de recebimento e escoamento do produto, aproximando os pontos de descarga e de armazenagem. A implantação dos três shiploaders (carregadores de navio) que conseguem embarcar até 5,4 mil toneladas por hora também foi muito importante para o desenvolvimento da velocidade de entrega do terminal.


Segurança


Para a Copersucar, todo este desempenho passa prioritariamente pelo aprimoramento contínuo dos níveis de segurança em cada trabalho realizado dentro do terminal, sendo fundamental para garantir o equilíbrio nas atividades. “A eficiência no terminal começa obrigatoriamente em um ambiente confiável. É neste contexto que olhamos a todo o momento para as questões de segurança, que vem evoluindo anualmente com a implantação de diversos projetos”, comenta Lima.

Foi o caso do projeto Operação Segura, lançado em 2016, que buscou sensibilizar esta cultura no terminal, reforçando com os colaboradores a importância de seguir os procedimentos na íntegra e manter a comunicação constante com seus líderes e colegas da operação. Nos 365 dias da última safra (22/23), a equipe do terminal realizou 10.126 diálogos diários de segurança, conversas provocadas pelos próprios colaboradores antes do início da jornada de trabalho para reforçar algum ponto de atenção ou melhoria.

Desde o início desse projeto, foram criados programas de desenvolvimento dos pilares da segurança e meio ambiente. É o caso da reunião de Gestão de Riscos Operacionais, (GRO) que tem a participação das lideranças dos terminais avaliando e definindo ações de mitigação de condições de risco, e do programa Líder em Segurança, que a há dois anos vem sendo um forte aliado na promoção do comportamento seguro com todos os colaboradores dos terminais. Outras iniciativas de destaque foram os Workshops com a troca de ideias e a apresentação dos resultados e propostas de desafios a todos os participantes com ações de segurança que serão aplicadas. A implantação das Regras de Ouro e Regras Verdes passou por mudanças, transformando-se em Hábitos que Preservam a Vida com o propósito de tornar a Política de Saúde, Segurança e Meio Ambiente uma ferramenta mais madura e incentivadora do sentimento positivo de fazer segurança.


Meio ambiente


O Sistema Integrado de Melhoria Contínua também contribuiu para o aprimoramento da sustentabilidade do terminal. Entre as diversas ações que vêm conquistando resultados positivos nesta esfera, destaca-se o trabalho da gestão ambiental para o direcionamento correto dos resíduos e a redução do uso de aterros sanitários. Por meio de projetos que focam a economia circular e recuperação energética, a companhia aumentou em 45% a reciclagem, reutilização e compostagem dos resíduos gerados pela operação nas últimas quatro safras, sendo que o volume de material encaminhado aos aterros caiu 84%. É o caso da reciclagem do material de varrição para produção de álcool para limpeza e da economia anual de 800 mil litros de água provenientes da implantação de sistemas de captura da água da chuva no telhados do terminal.


Desenvolvimento de Pessoas


Este desempenho do Terminal Açucareiro Copersucar passa principalmente pelas pessoas que são essenciais para a operação. Entre eles está Manoel de Jesus Nascimento (60), que começou a trabalhar no TAC no dia da sua inauguração, em junho de 1998, atuando como Encarregado de Descarga de Ensacados. Ele viu de perto todas as mudanças que aconteceram ao longo do tempo, se formou em Logística e técnico em Química Industrial, com duas pós-graduações, e hoje atua como supervisor de operações.

Outro exemplo de carreira dentro do terminal é o Luciano Bragança (46). Ele começou a trabalhar no local como auxiliar de operações com apenas 21 anos e também acompanhou a evolução dos processos, contribuindo, entre outras ações, com a implantação do padrão de segurança do TAC e com o lançamento do projeto Operação Segura. “A segurança é a nossa maior prioridade”, comenta com orgulho o colaborador que percorre um caminho de sucesso na companhia. Depois de iniciar na função de auxiliar ele foi promovido a encarregado de embarque, supervisor de Operações e de CCO e hoje é responsável por coordenar toda a operação do TAC.

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