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Novas variedades de cana atraem interesse dos produtores



Diante da necessidade de aumentar a produtividade, um grupo cada vez mais numeroso de produtores de cana-de-açúcar está buscando novas variedades, que possam alcançar maior longevidade e maior capacidade de adaptação às intempéries climáticas e condições do solo.

Na segunda quinzena de setembro, os produtores tiveram a oportunidade de conhecer cinco destas novas variedades, lançadas pelo Instituto Agronômico (IAC) e que foram apresentadas no Jardim Varietal do IAC por Marcos Guimarães de Andrade Landell, líder do Programa Cana IAC e diretor-geral d

o IAC e pelo pesquisador Mauro Alexandre Xavier.

Na ocasião, foram apresentadas as variedades IACCTC07-7207, IACSP02-1064, IACCTC05-5579, IACCTC06-5732, e a IACCTC08-9052. Segundo o IAC, esses novos materiais têm uma superioridade de 12 a 27% em relação à variedade padrão observada nos estudos, considerando produtividade e longevidade.Destacam-se pelo alto teor de sacarose, aumento de longevidade dos canaviais, possibilidade de longo período de colheita e adaptação a diversas regiões canavieiras do Brasil e distintos tipos de solos.

O produtor Renato Trevizoli, que atua em uma área de 500 hectares, no município de Taquaritinga, destaca a importância da busca de novas variedades, que devem ser acompanhadas de uma constante evolução no manejo.

“Nós temos uma ideia de sempre trabalhar com materiais novos, para ter esse ganho genético, com uma população de colmos maior, e melhor resposta em produtividade. Só que a gente sabe que se um material tem a população de colmos maior, não pode ser tratada da mesma forma que um material que foi lançado na década de 80. Então o manejo fitotécnico tem que acompanhar. Temos que fazer uma nutrição adequada, manejo de água da matriz do terceiro eixo, para que ela (a nova variedade) consiga expressar o seu potencial genético”, disse.

Para o gerente Agrícola do Grupo Aralco, Dioni Satin “a visita teve o intuito de conhecer os projetos e programas, de estar mais próximos do IAC e levar novas tecnologias para a empresa, e também novidades de variedades promissoras. Foi uma junção muito agradável e produtiva”, disse.

Satin estava acompanhado dos coordenadores de Preparo, Plantio e Tratos Culturais da usina, Thiago Cavalini e Rodrigo Sirotto.

“Nosso objetivo é produtividade e longevidade dos canaviais. Estamos trabalhando com produtividade acima dos três dígitos. Já fazíamos a parte física e química e o que nos faltava era a parte biológica. A gente busca trazer de volta a saúde desse solo que está perdendo qualidade ao longo dos anos”, explica o produtor.

O agricultor, além das análises químicas e físicas padrões, investiu em análises enzimáticas e de DNA, que são análises biológicas mais complexas e que identificam quais indivíduos estão atuando no solo.

“Fizemos análises por perfil, chegando a 60 cm e vários comparativos entre as amostras. São organismos invisíveis a olho nu, mas que são fundamentais. Nas primeiras análises identificamos um melhor índice de fósforo e na beta-glicosidase mostrou aumento no teor de matéria orgânica e carbono, o que melhora o perfil de solo”, explicou Delarco.


“Optamos por fazer todos os tratamentos localizados na linha de plantio, com objetivo de correção do perfil do solo de 0 – 60 cm de profundidade, criando assim condições para o canavial se desenvolver nessa região e levando seu sistema radicular a uma maior profundidade. Assim sofrendo menos com os estresses hídricos, ocorrendo uma maior exploração de água, fertilizantes e dos organominerais e conta que os resultados são impressionantes”, afirma o produtor.

Fonte:JornalCana

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